GAROTO PÁSSARO: A TRISTE SAGA DE VANYA YUDIN, CRIADO COMO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

"Ele apenas piava e, ao perceber que não é compreendido, começava a abanar os braços do mesmo modo que os pássaros batem as asas”, relatou a assistente social que encontrou a criança em 2008

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A lenda do Mogli, o menino que foi criado por lobos e outros animais da selva após se separar dos pais quando bebê, apareceu pela primeira vez na obra O Livro da Selva, escrito por Rudyard Kipling em 1894. De lá pra cá, a história ganhou inúmeras adaptações, se tornando um clássico cinematográfico, principalmente depois da versão produzida pelos estúdios Disney em 1968.

Incialmente, o conto do menino lobo se tratava de uma alegoria racial que endossava a dominação do homem sobre a natureza, além de também servir de metáfora para a relação entre colonizadores e colonizados, como explica uma matéria publicada pelo UOL em 2018.

Porém, fora do campo das artes, o personagem também nomeia um distúrbio que parece pouco provável, mas que sempre choca quando algum caso é noticiado: a Síndrome do Mogli. O termo é usado nos casos das chamadas crianças selvagens — indivíduos que não são socializados adequadamente, portanto, incapazes de interação social normal. Entre esses casos, as pessoas podem até apresentar uma capacidade limitada de fala e ter um compreendimento mental subdesenvolvido.


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O caso do Menino Pássaro


Como já dito, apesar de exatamente raro, caso de crianças portadoras da síndrome são recorrentes ao longa da história. Um dos acontecimentos mais recentes ocorreu em 2008, na cidade russa de Volgogrado.

Na ocasião, assistentes sociais encontraram um menino de sete anos de idade, chamado Vanya Yudin, que vivia em uma minúscula casa rodeado de gaiolas com pássaros. Segundo relatado na época pelo Daily Mail, o jovem foi achado em um minúsculo apartamento de dois quartos que parecia funcionar como um aviário, cheio de gaiolas contendo dezenas de pássaros. Tudo isso rodeado por grãos e fezes dos animais.


De acordo com a assistente social Galina Volskaya, que ajudou a resgatar o "garoto-pássaro" de sua casa em Kirovsky, o menino era tratado como um animal de estimação por sua mãe, que tinha 31 anos na época.

"Quando você começa a conversar com ele, o garoto ciscava”, disse Volskaya. As autoridades russas informaram que o menino não foi encontrado ferido e nem apresentava sinais de violência física, mas informaram que o jovem sofria da síndrome de Mogli.

Segundo o jornal Pravda, a mãe do menino tinha seus próprios pássaros domésticos e tratava seu filho como um deles, sem nunca o ter deixado passar fome ou lhe agredido. Entretanto, a matriarca nunca conversou com sua cria — que só se comunicava com as aves por meio da “linguagem dos pássaros”.


"Ele apenas piava e, ao perceber que não é compreendido, começava a abanar os braços do mesmo modo que os pássaros batem as asas”, relatou a assistente social ao explicar o comportamento do jovem que era incapaz de se comunicar normalmente com outra pessoa.


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Mas o que aconteceu após o garoto ser encontrado?


Após ser descoberto, a mãe do garoto assinou um formulário de abdicação para liberá-lo de seus cuidados. Assim, o Menino Pássaro, como era chamado, foi encaminhado para viver temporariamente em um asilo, mas tempos depois foi transferido para um centro de atendimento psicológico, onde especialistas iriam tratá-lo na tentativa de reinseri-lo na sociedade algum dia.



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